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"Não é só porque eu gosto de escrever sobre a minha vida, que eu vá deixá-la escorrer pelas minhas mãos." - Amanda Zago
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Bebê ouvindo a voz da mãe pela primeira vez em 8 meses.


“Eu fico pensando nos garotos que se mascaram de homem. Pra quê isso? É pra sujar a imagem de um homem?
O garoto diz que é homem mas tem a atitude de um pirralho.. E depois todos os homens -os de verdade- pagam o pato.
Por isso que eu sempre me deixo ir por atitudes, e deixo pra me apegar depois de um tempo. Porque, acredite você ou não, dá pra mascarar as atitudes. E caso seja esse o caso, depois de certo período a mascara cai.
E aí, é só deixar o garoto-homem-que-não-é-homem ir.
O garoto se veste de homem, mas faz tanta burrada. Faz tanta coisa que até a própria mulher consegue ser mais homem que ele.
Ele pára o mundo e tenta explicar pro pivete “Olha a merda que tu tá fazendo.” E dá até outra chance, mas ele não é homem o suficiente pra valorizar.
Foi como falei com um amigo meu esses dias quando refletimos em uma dessas madrugadas de insônia:
Porquê disso, Pedro? Porquê?
E ele me respondeu tão sabiamente:
Coadjuvantes, Amanda.. Nunca vão saber dar valor a uma mulher.”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 30 de 365.

“Time que tá ganhando não se mexe. Não é essa a regra? Então pra quê complicar a minha vida atrás de alguém?
Eu tô tão feliz na minha, tão focada nas minhas coisas. Me curtindo mais.
Então, pra quê entrar em um relacionamento?
Eu sei que o que buscamos é a felicidade, o amor e coisa e tal.
Mas as vezes, muitos de nós ficam tão vidrados na busca de encontrar “a” pessoa certa, que esquece de tanta coisa.
Esquece até de se viver.
Eu aconselharia o mundo inteiro se amar primeiro, a se curtir. Se valorizar.
São detalhes que mudam gerações.
E o quê fazer? Cara, pra mim, relacionamento agora só se for milagre. Porque eu não tô procurando. Nem interessada a nada.
Então deixa o tempo ir.
Levar.
Trazer, talvez.
Porque eu penso assim: Se for pra ser, será. Se não for, então nem venha!
Já não basta as minhas complicações, vou ter que me redobrar por outra pessoa?”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 29 de 365.

“Um detalhe bem importante: A hipocrisia existe se formos de sentimentos falsos.
Não adianta mandar ninguém ser bonzinho não, porque se eu ajudar alguém com um sentimento falso, também estarei sendo hipócrita.
Ou seja, as pessoas tem que assumir o que são e o que fazem.
As pessoas tem que sentir orgulho de falarem o quê fazem. Até porque se não sente orgulho, é porque sabe que o quê faz é errado.
A minha vida nem todo mundo sabe de tudo, mas se me perguntar eu falo. Não tenho vergonha de falar o caminho que trilhei, pois foi esse caminho que me fez ser quem eu sou.
Quem eu sou? Rapaz aí é que tá, eu sou a felicidade em pessoa.
E na felicidade não existe hipocrisia.
Eu sou tudo o que você quiser, menos hipócrita.
Porque eu aconselho com palavras e exemplos.
E se eu te aconselho a ser verdadeiro.. Por qual motivo eu mentiria pra você?”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 28 de 365.

“Foi dose perder toda aquela galera. Foram mais de 200 pessoas mortas.
Eu sei o quê é ficar de luto, por isso poupei as palavras pro dia de hoje como se fosse “1 minuto de silêncio”. Que Deus conforte os corações das famílias, e é isso aí. Vida pra frente, galera!”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 27 de 365.

“E quem disse que com ex não se aprende?
Ex é lição de vida você querendo ou não. Tu tem que sim abaixar a cabeça e assumir “Fulaninho me ensinou muito”.
É isso que erros ensinam. Erros te dão aprendizagem, experiência e amor próprio.
Não é pra cuspir no prato que comeu, e sim lembre-se do que o grande Cazuza:
“Nunca cometa o mesmo erro duas vezes. A não ser que tenha sido bom.”
E ex é assim, vai e vem. E se o aprendizado foi bom, qual o problema de errar mais um pouquinho?
Se tá na chuva, não é pra se molhar?
Não já conhece o caminho?
Qual o problema?
Deixa a vida fluir, não volta atrás não. Só se bater saudade, e o canalha for realmente bom.
Agora, fora isso, procura a felicidade que, galera, as possibilidades são bem maiores.
Você só precisa de alguém que saiba te fazer feliz. O resto, é só resto.”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 26 de 365.

“"Saio de casa para o serviço. Pai fazei que com que eu volte são e salvo. Enquanto protejo outras famílias, por favor, proteja a minha."
E quem é que honra essas palavras? Quem vive por elas? Quem promete sair todos os dias de casa pra se sacrificar por pessoas como você?
Todo caso é um caso, e nem todo policial é polícia!
Mas imagine o teu filho, o teu marido, o teu pai no dia a dia. Na troca de tiro. Sem saber se volta vivo ou não pros braços de seu grande amor.
A vida é insana.
É realmente dura com quem quer promover o bem. São poucos que promovem o bem.
E eu não preciso de fotos, fatos ou força pra mostrar pra você que tua segurança quem faz ser possível é a PM.
Dizem que a palavra família só tem sentido quando se tem amor de verdade. Aquele tipo de amor que a pessoa daria a vida pela a outra pessoa.
Isso é família?
Então cadê o respeito pela família policial? Os que estão nessa de luta à luta durante o dia, enquanto você fica aí se preocupando em fazer uma crítica a eles.
Os poucos que valem a pena, e você não vê porque só sabe enxergar os policiais corruptos.
Os que fazem da sua rua a mais segurança, pra você criar seu filho livre sem nenhuma preocupação.
São policiais que morrem por pessoas como você, que em particular, eu mataria para salvar um inseto.
São heróis.
E eu, como você deveria ser, nasci para honrá-los.”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 25 de 365.

“Colhemos o que plantamos. Mas e se plantarmos no campo do vizinho? Quem colhe somos nós ou ele?
A vida leva fielmente essa lei de colher o que plantar. Mas se plantássemos amor em campos por aí e esquecêssemos dos nossos? Os donos daqueles campos colheriam os frutos pra eles, e nós, ficaríamos como?
Seria egoísmo demais plantar amor só pra mim?
Talvez.
Talvez tenha sido esse erro em cada relação passada. Talvez plantar pra alguém é só perca de tempo. Talvez viver pra si seja a solução de tudo.
Ou não.
E quem sabe? Porque se alguém souber me fale. Fale porque eu não estou colhendo coisas boas faz tempo.
Mas quem é que faz o tempo?
Ou as coisas boas?
E se as coisas boas estão ali, e eu que cismo tentar plantar em terras inférteis enquanto perco tempo?
Tento me conformar com cada rasteira como sendo fruto de cada erro que cometi. Mas quais foram os erros, se o que fiz foi fazer feliz?
Ninguém sabe. Ou ninguém quer saber.
E eu vou vivendo, levando comigo só o que tenho pra plantar.
Quem sabe em um dia desses por aí, eu taco os frutos ruins na cabeça de alguém que for me fazer infeliz..”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 24 de 365.

“Aprendemos que na vida tudo tem um fim. Seja a própria vida, ou um sonho, um desejo. Mesmo querendo ou não, tudo termina. E é quando acaba que a gente mais amadurece.
É igual aquela música “Na vida tudo passa não importa o que tu faça, o que te fazia rir hoje já não tem mais graça”. E perde a graça porque o teu jeito de pensar muda.
E isso é bom, muito bom.
Não sei se já ouviu por aí, mas crescer não significa ficar mais velho e sim, amadurecer.
Então é por isso que agradeço por cada porrada e rasteira que tomei. Sei que depois de tudo, aprendi muito.
Aprendi que devemos sorrir nem sempre que dá vontade, chorar só quando estiver só. Aprendi a viver, a levar a vida da maneira certa, e se eu tô bem agora não tem porque querer mudá-la agora.
Aprendi que mudar por alguém é loucura, aprendi a amar, a gostar, a querer, a sentir.
Compreendi tanta coisa, me entreguei à tantas expectativas. E fui abraçada pela dor.
Por fim, entendi que como qualquer ciclo, a dor também tem fim.
Os pontos finais são retomados por novos parágrafos. Parágrafos de um texto perdido na história querendo ser chamado de vida. Querendo ensinar tanta coisa a tanta gente mal vivida.
E entendi agora, que também aprendi a ensinar.
A ensinar que a vida é muito curta pra se apegar a ciclos, a ensinar que você tem que estar conformado que na vida tudo tem um fim. Seja a própria vida, ou um sonho, um amor. Mesmo querendo ou não, tudo te deixa. E é quando se vai que a gente mais se ama.
E se amar, é o primeiro passo pra amadurecer.”
Amanda ZagoCapítulo 2013, página 23 de 365.

“Anna sentiu no peito toda angústia que poderia sentir. O estômago comprimiu tanto que lhe deram dores de cabeça.
Como se não bastasse a dor no peito, a dor da perda. Como se não bastasse toda a dor, a cabeça também teria que lhe torturar?
Mas não importava. Anna sabia que uma hora passaria, não agora e nem tão cedo, mas teus sorrisos brotariam novamente. Renasceriam como flores magoadas que mesmo assim resistiram a tanta irrupção.
Anna não poderia ser alguém menos inócuo? Com um pouco mais de proteção?
Ninguém ligava, assim como Miguel deixara de ligar faz tempo. O telefone e o sentimento estava desligados à dias. À semanas.
Os olhos do rapaz, sofreram a permuta de pândegos à pérfidos. Numa naturalidade mórbida.
A moça se encontrava nos pedaços perdidos pela casa, em cada canto junto as lágrimas derramadas por simples lembranças melancólicas e vívidas.
Ela sentia falta desse moreno meio baixo e nem de tanto peso. Ela sabia que só encontraria alguém daquele jeito, uma única vez em toda sua caminhada.
Era isso que a fazia continuar.
Apesar dos contos que saem da boca de Miguel que diz que ela fora a grande vilã do ocorrido. Ela não é culpada por suas dores. O seu moreno que um dia tanto ansiava havia se tornado alguém ignóbil.
Pensar que não encontraria alguém do seu feitio, além dele, a fazia feliz. A possibilidade de sofrer de novo, era de zero. Logo, Anna podia recomeçar.
Antes que julguem a pobre moça, como dizem por aí, ela não está cuspindo no prato em que comeu. Ela só quer ser feliz.
E nessa felicidade, por mais que goste de Miguel não havia mais chances. Afinal. Quem é que mendiga amor?”